Os 5 erros mortais que travam suas Vendas B2B


Oi, Reader, tudo certo?

Aposto que já se deparou com negociações que pareciam promissoras, mas simplesmente empacaram sem explicação clara. Vou te mostrar agora os 5 Erros Mortais que podem estar travando suas vendas e, o pior: talvez você nem perceba que está cometendo alguns deles.

Prepare-se, porque ignorar esses tropeços pode custar anos de atraso!

Mas antes vou te passar uma dica rápida

Dica rápida - A falha oculta no seu funil

Geralmente, quando o assunto é venda B2B, todo mundo foca em volume: mais ligações, mais e-mails e mais reuniões. Só que existe uma falha oculta em muitos funis de vendas que você talvez nem perceba: falta de priorização inteligente.

Vou te explicar. Não basta empilhar leads e torcer para que um punhado responda. Você precisa ter clareza de quem realmente tem potencial de compra. Selecione três critérios-chave (por exemplo, setor, porte e urgência) para classificar seus prospects e defina notas de prioridade. Quanto maior a nota, mais individualizado deve ser o seu contato.

Outra coisa importante: não se trata apenas de “quantas” interações você faz, mas quando e como faz. Se você mandar o mesmo e-mail para todo mundo, seus resultados serão sofríveis.

Por isso, revise o seu pipeline com atenção. Analise quem abriu seus e-mails, quem reagiu a mensagens no LinkedIn e quem atendeu suas ligações. Cada resposta (ou silêncio) indica qual o próximo passo mais eficaz. Pouca gente faz esse pente-fino.

Isso é o que chamo de “falha oculta”: deixar de observar os sinais que cada lead manda. Se você fizer esse dever de casa, vai se surpreender com o quanto isso turbina as vendas.

Assunto da semana - Os 5 erros fatais que travam suas vendas

Mesmo os profissionais mais experientes frequentemente caem em armadilhas que comprometem significativamente seus resultados em vendas B2B. Esta análise identifica cinco erros críticos, respaldados por pesquisas globais, responsáveis por gargalos em mais de 60% dos pipelines comerciais.

Vamos explorar como esses equívocos operam em múltiplos níveis - desde a prospecção até o fechamento contratual - e apresentar estratégias para neutralizá-los.

1. Seleção ineficaz do público-alvo e decisores/influenciadores

1.1 Falha na pesquisa de mercado estratificada

Você já parou para pensar por que tantos esforços comerciais esbarram na famosa resposta “vamos avaliar mais tarde”? A segmentação superficial aparece como principal causa de estagnação em 74% dos funis analisados. O problema é claro: estamos mirando no alvo errado, no momento errado.

Quando nos limitamos a critérios demográficos básicos como setor e porte da empresa, deixamos de lado variáveis decisivas que realmente determinam a propensão à compra:

  • Padrões de aprovação orçamentária – Quem realmente decide sobre os investimentos? Em empresas de estrutura centralizada, o processo é completamente diferente daquelas com autonomia descentralizada.
  • Ciclos de reinvestimento setoriais – Cada indústria possui seus próprios “calendários de oportunidade”. Abordar uma empresa do agronegócio no período pré-safra é radicalmente diferente de fazê-lo durante a colheita.
  • Hierarquias ocultas de influência – Os organogramas oficiais raramente revelam quem realmente influencia as decisões nos bastidores.

Um estudo recente revelou que 68% dos vendedores B2B falham em mapear os chamados trigger events – momentos como fusões, mudanças regulatórias ou renovações contratuais que criam verdadeiras janelas de oportunidade para novas soluções.

O que fazer na prática? Implemente um sistema de alerta inteligente combinando ferramentas como LinkedIn Sales Navigator com um banco de dados setorial integrado. Cruze mudanças executivas com indicadores financeiros públicos para identificar o momento exato de abordagem em nichos estratégicos.

1.2 Abordagem a compradores sem poder algum

Quantas vezes você comemorou uma reunião marcada com um gerente operacional, apenas para ver a negociação emperrar depois de semanas de apresentações? Há uma explicação concreta para isso.

Persistir em contatar users (usuários finais da solução) em vez de economic buyers (quem realmente controla o orçamento) reduz em impressionantes 83% a taxa de conversão para negócios acima de R$ 250 mil. O que explica esse fenômeno?

O erro surge de uma falsa percepção de eficiência: embora gerentes operacionais sejam mais acessíveis (e frequentemente mais receptivos), seu poder de veto supera em 7 vezes a capacidade de aprovação. Em outras palavras: eles podem dizer “não”, mas raramente podem dizer “sim” sozinhos.

Imagine a situação: após convencer completamente o gerente de TI sobre sua solução, ele precisa “vender” internamente para o CFO, sem seu apoio direto. As chances de sucesso despencam neste cenário.

Para escapar dessa armadilha, considere estas estratégias que funcionam no cenário brasileiro:

  • Desenvolva conteúdo executivo com foco em ROI estratégico – white papers e casos de sucesso que falam a língua do C-level, destacando impactos no valuation da empresa
  • Utilize a triangulação de influência – abordagens via conselheiros ou parceiros de consultoria que já possuem acesso privilegiado aos decisores
  • Crie mecanismos de escalonamento – transforme usuários técnicos em seus promotores internos, fornecendo argumentos e materiais para que levem sua proposta aos níveis superiores

Como dizia um velho mentor: “Se você quer pescar peixes grandes, precisa de iscas diferentes e ir em águas mais profundas.” O mesmo vale para negociações de alto valor.

2. Negligência na vonstrução de relacionamentos de longo prazo

2.1 Foco excessivo na venda imediata

Já se perguntou por que aquela proposta tecnicamente perfeita acabou recusada com um vago “não é o momento”? Uma pesquisa da Salesforce identificou que 58% dos clientes B2B premium abandonam processos por perceberem uma abordagem puramente transacional.

A neurociência nos ajuda a entender esse fenômeno: decisões corporativas complexas ativam o córtex pré-frontal, a região do cérebro responsável pela análise de risco. Este processo exige a construção de confiança ao longo do tempo - em média, 5,2 interações significativas antes que o cliente esteja genuinamente aberto a considerar uma proposta comercial.

No contexto brasileiro, onde relacionamentos têm peso cultural ainda maior, essa dinâmica se intensifica. Quantos negócios são fechados após um almoço prolongado ou na “terceira cerveja”? Este não é um fenômeno aleatório, mas um padrão neurológico documentado.

Para remodelar sua abordagem e escapar da armadilha do imediatismo, considere:

  • Adotar a metodologia Challenger Sale – Surpreenda com insights setoriais não óbvios que demonstrem conhecimento profundo do negócio do cliente
  • Implementar ciclos de diagnóstico conjunto – Envolva o cliente na análise do problema antes de apresentar sua solução
  • Estabelecer programas de educação contínua – Ofereça masterclasses sobre tendências regulatórias ou tecnológicas relevantes para o setor do cliente

Lembre-se: em B2B complexo, você não está vendendo um produto, mas sim uma parceria estratégica. Como costumamos dizer no mercado corporativo: “As pessoas compram de quem conhecem, confiam e admiram” - geralmente nessa ordem específica.

2.2 Subutilização de estratégias de nutrição

O mito do “lead quente” é um dos mais persistentes no universo comercial B2B. Você já ouviu a famosa frase “este cliente está praticamente fechado”? A realidade é bem diferente: dados mostram que 89% dos vendedores negligenciam o processo científico de nutrição de leads, tratando cada interação como uma oportunidade isolada de fechamento.

Uma análise recente da ScoreApp revelou algo surpreendente: sequências de nutrição personalizadas elevam a conversão em impressionantes 240%. E não estamos falando apenas de disparo de emails genéricos. O nurturing eficaz envolve:

  • Segmentação comportamental baseada em “digital body language” – Como o cliente interage com seus conteúdos? Quais páginas visita? Quanto tempo permanece em cada material?
  • Sinalização de intento preditiva via machine learning – Algoritmos que identificam padrões sutis de comportamento que precedem decisões de compra
  • Conteúdo de aceleração adaptado ao estágio do ciclo de compra – Diferentes formatos e argumentos para cada momento da jornada decisória

No mercado brasileiro, onde decisões costumam envolver múltiplos stakeholders e comitês de aprovação, o nurturing estruturado faz toda diferença. Um grande banco nacional reduziu seu ciclo de vendas de soluções de crédito corporativo de 9 para 4 meses ao implementar um sistema de pontuação comportamental que identificava o momento exato para intensificar o contato comercial.

A analogia que uso com meus clientes é direta: nutrir um lead é como cultivar uma planta. Não adianta apenas jogar toda a água de uma vez e esperar que ela cresça. É preciso irrigação constante, na medida certa, adaptada a cada estágio de desenvolvimento.

3. Apressamento do processo de vendas e pressão inadequada

3.1 Expectativas irrealistas de fechamento rápido

“Conseguimos fechar este mês?” – quem nunca ouviu essa pergunta do diretor comercial? O problema é que a realidade do mercado raramente se alinha com as expectativas de curto prazo das lideranças.

Estudos recentes da Gartner revelam um dado alarmante: os ciclos de venda B2B complexos alongaram-se 22% desde 2022, com média de 18,2 meses para negócios acima de R$ 5 milhões. No Brasil, onde processos de aprovação tendem a ser ainda mais burocráticos, essa média pode ser ainda maior em setores regulados.

A pressão por fechamentos rápidos tem consequências diretas na qualidade do pipeline. Quando equipes comerciais tentam acelerar artificialmente etapas críticas como due diligence técnica, a pesquisa mostra que o risco de colapso do negócio aumenta em 4,3 vezes.

Pense no paradoxo: quanto maior a pressão por resultados imediatos, mais lenta tende a ser a conversão efetiva do pipeline. Isso ocorre porque negociações apressadas geram objeções não trabalhadas adequadamente, que voltam a superfície em estágios avançados da negociação.

Contramedidas eficazes que já implementei em empresas brasileiras incluem:

  • Mapear jornadas de compra específicas por vertical industrial – Um cliente do setor farmacêutico tem processos decisórios radicalmente diferentes de um do agronegócio
  • Automatizar sinalização de readiness via análise de engajamento – Sistemas que identificam o momento ótimo para avançar na proposta comercial
  • Criar planos de adoção faseada com milestones claros – Dividir projetos complexos em etapas menores, com entregas de valor incremental

A mensagem é clara: respeite o tempo do cliente. Como diz o velho ditado adaptado: “Apressar o cliente é como puxar uma planta para fazê-la crescer mais rápido”. O resultado raramente é positivo.

3.2 Follow-Up excessivamente agressivo

“Só estou fazendo um follow-up do nosso último contato…” – Quantas vezes você recebeu (ou enviou) este tipo de mensagem sem nenhum valor agregado? Uma pesquisa da Solnick Law alerta para um dado revelador: 41% das negociações fracassam por puro desgaste na frequência e qualidade dos contatos de acompanhamento.

No ambiente corporativo brasileiro, onde a cordialidade nas relações profissionais tem peso significativo, o follow-up agressivo pode ser ainda mais prejudicial. Executivos relatam sentimento de “perseguição” quando vendedores adotam a estratégia de bombardeio de contatos.

A neuroeconomia – campo que estuda como o cérebro toma decisões econômicas – oferece insights valiosos sobre intervalos ótimos para contatos comerciais:

  • Primeiro follow-up: 48-72h após o contato inicial (tempo ideal para ativar o recall implícito, sem parecer desesperado)
  • Sequência ideal: 3-4-7-14 (dias entre interações subsequentes, criando padrão de progressão que reduz a sensação de pressão)
  • Conteúdo de valor agregado: cada contato deve oferecer um novo insight setorial ou solução para um problema específico do cliente

Um exemplo prático: em vez do clássico “estou passando para saber se avançamos com a proposta”, experimente “compartilho um caso recente de como resolvemos o problema X que comentamos na última conversa”.

Em uma das maiores incorporadoras do país, implementamos um sistema de acompanhamento baseado em valor, onde cada contato comercial exigia a entrega de um insight relevante para o cliente. O resultado? Redução de 30% no tempo médio de fechamento e aumento de 22% na taxa de conversão.

Lembre-se: no B2B complexo, a persistência é fundamental, mas deve ser equilibrada com relevância e respeito ao tempo do cliente. Como costumo dizer aos meus times: “Follow-up sem valor é como visita sem presente – raramente bem-vinda.”

4. Estratégias de negociação ineficazes e preparo insuficiente

4.1 Falta de competição entre fornecedores

Você já se viu completamente refém de um fornecedor em uma negociação? Uma análise da Harvard Business School demonstra que negociações sem BATNA (Best Alternative to a Negotiated Agreement, ou Melhor Alternativa à Negociação em Andamento) resultam em condições 27% menos favoráveis para o comprador.

No cenário corporativo brasileiro, onde relacionamentos de longo prazo são valorizados, muitas empresas caem na armadilha da “fidelidade cega” a fornecedores históricos. Mas a lealdade não deve significar ausência de alavancagem negocial.

Um caso emblemático: uma grande indústria paulista mantinha relacionamento exclusivo com um fornecedor de sistemas ERP há mais de década. Ao incluir um segundo player na negociação de renovação – mesmo sem intenção real de mudança – conseguiu redução de 32% nos custos de manutenção anual e incluiu funcionalidades anteriormente consideradas “premium”.

Táticas comprovadas para aumentar seu poder negocial incluem:

  • Desenvolver múltiplas opções contratuais com trade-offs claros – Apresente diferentes configurações de escopo, prazo e investimento, permitindo que o cliente participe ativamente da construção da solução
  • Utilizar cláusulas de benchmark para reajuste periódico – Estabeleça mecanismos contratuais que comparem preços praticados com médias de mercado
  • Implementar reverse auctions controladas – Mesmo para serviços especializados, elementos padronizáveis podem ser submetidos a processos competitivos

A mensagem é clara: competição saudável beneficia tanto compradores quanto vendedores qualificados. Como dizemos no mercado, “a melhor proposta surge quando há pelo menos duas opções na mesa”.

Considere que sua proposta comercial semre será comparada a outras.

4.2 Negociação agressiva de preços de lista

“Este é nosso preço padrão para empresas do seu porte.” Quantas vezes você ouviu (ou utilizou) esta frase? Dados recentes mostram que 92% dos valores iniciais em negociações B2B são, na verdade, “âncoras inflacionadas” – valores artificialmente elevados que estabelecem um ponto de referência psicológico para as concessões futuras.

Na prática, a maioria das soluções corporativas permite margens de desconto entre 15% e 40% sem qualquer impacto na rentabilidade real do fornecedor. Isso ocorre porque a precificação B2B raramente reflete apenas custos operacionais – inclui margens para negociação, variações cambiais e sazonalidade comercial.

No ambiente de negócios, onde o “jeitinho” negocial é quase uma instituição cultural, aceitar passivamente o primeiro valor apresentado é particularmente prejudicial. Grandes corporações nacionais reportam que propostas não negociadas custam, em média, 23% mais que as submetidas a processos estruturados de discussão comercial.

Estratégias eficazes para otimizar condições comerciais incluem:

  • Análise TCO (Total Cost of Ownership) comparativa – Vá além do preço de venda e apresente custos de implementação, manutenção e operação ao longo do ciclo de vida da solução
  • Modelagem de business case com projeções financeiras dinâmicas – Quantifique o impacto da solução em diferentes cenários e use esses dados para justificar condições comerciais
  • Estratificação de preços por módulos de valor percebido – Desmembre a solução em componentes e negocie cada um conforme seu valor específico para a operação do seu cliente

Um exemplo prático: uma rede varejista conseguiu redução de 28% no valor de um sistema de gestão de estoques ao identificar que três módulos “premium” incluídos no pacote básico não seriam utilizados nos primeiros 18 meses. Ao postergar sua ativação, garantiu economia significativa sem comprometer funcionalidades essenciais. Mas sua pedida inicial de redução era de 45%, com alegação de menores preços de concorrentes.

O primeiro preço é apenas o início da conversa, nunca seu destino final. Seus clientes sabem disso. Prepare-se para negociar.

5. Desalinhamento entre marketing e vendas no funil comercial

5.1 Definição divergente de público-alvo

Marketing gera leads que o comercial considera “frios”. Comercial exige contatos que marketing afirma não conseguir atrair. Este cenário lhe parece familiar? Um estudo da ScoreApp identificou que 68% das empresas possuem critérios conflitantes entre suas equipes de marketing e vendas para definir o que é um SQL (Sales Qualified Lead).

No mercado brasileiro, onde equipes comerciais frequentemente operam com elevada autonomia e culturas departamentais distintas, este desalinhamento tende a ser ainda mais acentuado. Em uma consultoria para um grande banco de investimento nacional, identificamos que a definição de “cliente ideal” diferia em sete critérios fundamentais entre as equipes de geração de demanda e os gerentes de relacionamento.

As consequências são diretas: desperdício de recursos de marketing, frustração das equipes comerciais e experiência fragmentada para o cliente. Uma mesma empresa pode ser bombardeada com conteúdos inapropriados para seu estágio de maturidade e, simultaneamente, ignorada pelo time comercial que a considera inadequada.

Soluções integradoras que implementamos com sucesso em empresas brasileiras incluem:

  • Sistemas de scoring unificado com pesos setoriais – Metodologias de pontuação que consideram tanto comportamentos digitais quanto inputs da equipe comercial, com ajustes específicos por indústria
  • Painéis de acompanhamento compartilhados com KPIs cruzados – Métricas que avaliam tanto marketing quanto vendas pela mesma “régua” final de resultado
  • Ciclos de feedback estruturado semanal – Reuniões formais onde comercial avalia qualidade dos leads e marketing apresenta insights de comportamento digital

Um indicador poderoso deste alinhamento: quando perguntamos separadamente para líderes de marketing e vendas “qual é o perfil ideal de cliente para o próximo trimestre?”, as respostas devem coincidir em pelo menos 80% dos critérios. Caso contrário, há um desalinhamento estratégico fundamental a ser corrigido.

Como diz o famoso ditado adaptado ao B2B: “Quando marketing e vendas remam em direções opostas, o barco da receita gira em círculos.”

5.2 Falha na transição de leads

“Este lead que o marketing enviou não tem informações suficientes.”

“O comercial nunca nos diz o que aconteceu com os contatos que enviamos.”

Estas reclamações cruzadas soam familiares? Não é coincidência.

Uma pesquisa recente da GTMnow revela um dado mnuito interessante: 53% dos leads qualificados se perdem na transição entre equipes.

No contexto empresarial, onde a comunicação interna em grandes organizações frequentemente enfrenta desafios adicionais de silos departamentais, este número pode ser ainda maior.

O impacto financeiro é substancial. Uma análise em uma empresa de tecnologia nacional mostrou que cada lead perdido na transição representava um custo médio de aquisição desperdiçado de R$ 2.700 – sem contar a receita potencial não realizada.

O problema raramente está na qualidade intrínseca dos leads ou na capacidade comercial da equipe, mas no processo de handoff – o momento crítico em que o contato passa do domínio digital para o relacionamento humano direto.

Fluxos otimizados que implementamos com sucesso incluem:

  • Sessões de briefing cruzado com shadowing recíproco – Profissionais de marketing acompanham chamadas comerciais enquanto equipe de vendas participa de análises de campanhas digitais
  • Documentação colaborativa em plataformas unificadas – Sistemas únicos onde toda a jornada do cliente é registrada, desde o primeiro clique até o pós-venda
  • Mecanismos de priorização dinâmica baseados em intento – Algoritmos que identificam sinais de compra iminente e elevam automaticamente a prioridade de follow-up

Um case nacional ilustrativo: uma empresa de software para o setor jurídico implementou um ritual de “passagem de bastão” com chamadas obrigatórias de 15 minutos entre marketing e comercial para cada lead qualificado. O resultado foi impressionante: aumento de 47% na taxa de conversão de oportunidades e redução de 23% no tempo médio de fechamento.

Como costumo dizer aos meus clientes: “O momento mais vulnerável para um lead é quando ele muda de mãos. Proteja essa transferência como protegeria uma muda frágil durante o transplante.”

Reengenharia do processo comercial

Ao longo desta análise, fica evidente que os gargalos em vendas B2B decorrem menos de falhas pontuais ou limitações individuais dos profissionais envolvidos, e mais de arquiteturas processuais inadequadas que permeiam a estrutura organizacional.

Os cinco erros críticos que discutimos – seleção ineficaz do público-alvo, negligência nos relacionamentos de longo prazo, apressamento do processo de vendas, estratégias de negociação ineficazes e desalinhamento entre marketing e vendas – são manifestações de problemas estruturais mais profundos.

A transformação efetiva do pipeline comercial exige mais que ajustes incrementais ou treinamentos isolados. Demanda uma reengenharia completa da abordagem, sustentada por três pilares fundamentais:

  1. Diagnóstico sistêmico – Mapeamento detalhado da jornada cliente-fornecedor, identificando cada ponto de fricção e oportunidade de otimização.
  2. Redesenho organizacional – Eliminação de silos funcionais através de estruturas híbridas que priorizam a experiência integrada do cliente.
  3. Adoção de tecnologia preditiva – Implementação de soluções de inteligência artificial aplicadas à gestão comercial, que antecipam comportamentos e identificam oportunidades invisíveis aos métodos tradicionais.

Empresas que implementaram este tripé estratégico no mercado brasileiro reportaram resultados expressivos: aumento médio de 37% na velocidade do ciclo de vendas e incremento de 29% na margem líquida das operações.

Um grande grupo atacadista nacional, após redesenhar completamente seu processo comercial B2B seguindo este framework, reduziu em 41% o custo de aquisição de clientes corporativos enquanto aumentava em 23% o lifetime value de sua carteira.

O desafio atual transcende técnicas isoladas ou habilidades individuais – exige uma reinvenção estrutural guiada por dados e fundamentada na ciência do comportamento decisório corporativo. Como tenho observado em mais de uma década assessorando empresas brasileiras: o pipeline comercial B2B é um organismo vivo, não uma linha de montagem mecânica.

A boa notícia? Os concorrentes que você mais teme continuarão cometendo estes mesmos erros fatais por muito tempo. A maioria das organizações continua tratando sintomas, enquanto as líderes de mercado atacam as causas estruturais dos problemas de conversão.

A pergunta que deixo é direta: sua empresa continuará ajustando táticas dentro de um sistema fundamentalmente falho, ou terá a coragem de redesenhar o modelo completo antes que seus competidores o façam?

"O sucesso em vendas não vem de fazer coisas comuns excepcionalmente bem, mas de redesenhar completamente o que todos consideram comum."

Pergunta do leitor

“Estou percebendo que alguns prospects me parecem bastante interessados no início, mas, na hora de falar sobre prazo e processo de decisão, eles ficam vagos ou pedem para envolver outras áreas da empresa. Qual a melhor forma de identificar se isso é um ‘ok, mas não agora’ ou apenas uma forma educada de me dispensar? Como evito perder tempo e ainda mantenho a chance de fechar a venda?”

Entendo bem esse dilema: às vezes, o prospect demonstra interesse, mas na hora de falar de prazos e decisões, joga a “bola” para outras áreas ou para um “momento melhor”. Vou te mostrar uma forma de separar o “estou mesmo interessado” do “só estou sendo educado”.

Primeiro, crie um senso de compromisso com algo concreto: quando a pessoa disser que precisa envolver outra área, pergunte quais são as principais preocupações e o prazo em que elas precisam de retorno. Se você ouvir respostas vagas (tipo “vou ver com o time e te aviso”), ofereça uma agenda mínima – por exemplo, uma conversa em 10 dias para alinhar as expectativas. Se ele topar, o interesse é real. Se desconversar, talvez seja só uma forma educada de adiar indefinidamente.

Outro ponto: foque na necessidade real do lead. Pergunte: “Qual o impacto de postergar essa decisão?” Se o seu contato não souber responder ou não estiver preocupado com as consequências do atraso, é sinal de que a urgência não existe. Aí você decide se vale a pena seguir cultivando esse lead ou se é hora de alocar seu tempo em outro que esteja mais alinhado e comprometido.

Para pensar

“Se você cometeu um erro e não o corrigiu, então cometeu dois erros.” - Confúcio

Como a PaP pode te ajudar

Se você quer evitar erros que travam suas vendas, vou te mostrar como a PaP faz toda a diferença.

Nossa metodologia começa pelo mapeamento detalhado do seu Perfil Ideal de Cliente (PIC) e pela criação de mensagens que falam a língua do prospect certo. Depois, entramos em ação com soluções como o Fast Leads, para quem busca alto volume de prospecção via e-mail, ou o Elite ABM, voltado a contas de grande valor que exigem um toque mais personalizado.

Caso você prefira um meio-termo entre volume e personalização, a Prospecção Base e a Prospecção Plena combinam canais de contato (e-mail e telefone) com análise preditiva em tempo real.

Para todos eles, elaboramos uma estratégia completa para sua campanha de prospecção.

O resultado? Mais reuniões agendadas, mais tração e, claro, menos erros que sabotam sua venda.

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Abraço grande!

Stavros

Stavros Frangoulidis

Se você quer conquistar novos clientes empresariais, a prospecção de clientes é a opção mais segura. Eu preparo semanalmente uma newslettrer com dicas e diretrizes para te ajudar a ser mais eficiente na sua prospecção de clientes.

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